Sei o que sentes. Sei que agora a escuridão da noite é um refúgio, mas também um massacre. Reconheço essas lágrimas porque eu própria já as chorei É como estar preso num círculo, sem entrada nem saída. E dói muito. Sei porque já testemunhei essa dor. Lembraste-te de um único dia em que esta ferida não te tenha ardido? Eu também não.
Mas agora olha. Olha pela janela. O que vês? Vês o sol, que te veio resgatar das trevas da tua alma. Mas devo advertir-te: é bonito, mas não lhe toques. Queimar-te-á.
Todos os dias, melhores ou piores, o sol vai nascer, lá fora ao longe. E tu vais-te lembrar: nunca o mundo parou de girar por nada. Não será por ti que o tempo parará.
Vais ter de aprender a lidar com o amanhecer. Quer ele represente o bom, ou o mau. Ele vai estar lá sempre.
Nos dias em que te sentires mais perdido, olha pela janela e sorri ao sol. É a prova mais concreta e bonita de que sobreviveste a mais uma noite de medo e escuridão, e que ainda há mais um dia para (tentares) consertar os danos cometidos.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
sábado, 24 de novembro de 2012
Sempre quis ser um pássaro. Poder voar rumo ao sol e entre as nuvens. Observar de longe as tempestades que se aproximam e poder abrigar-me delas. A liberdade de não ter uma vida, mas ter milhares. Ser livre, e não a prisioneira que sou agora, de todos, de tudo. Prisioneira do tempo e da distância.
E ver-te-ia todos os dias. Do cimo de uma árvore, zelaria por ti. E quando o meu coração pequenino se apertasse de saudade, voaria para longe, para nunca mais regressar.
Contigo no pensamento, podia chorar, sem que ninguém me visse. Não, os pássaros não choram. De cada vez que a tua imagem me surgisse, uma pena soltar-se-ia de mim, e eu ficava a vê-la dançar, ao sabor do vento, aquela dança tão triste, que aprendi, no dia em que abdiquei das minhas pernas.
E agora, pássaro, perguntar-me-ia: de que serviram as asas se continuei presa ao chão que tu pisas? De que me serviram os olhos que não choram se cada vez que te vejo algo cortante atravessa a minha alma?De que serviu aquela enchente de força que juntei, se o meu olhar ainda se perde quando penso no passado?
Aos poucos, como se lesse uma história, percebi que tinha cometido o maior erro da minha vida. Ao deixar-te, mas sobretudo ao deixar-me por ti. Ao perder tudo o que levara anos a construir. E agora, era tarde. As minhas asas não voavam, mas deixara de ter pernas para andar. E, quando olhei para baixo, vi-me enterrada no chão, como se fosse uma árvore. A cada dia que passava, as minhas raízes iam-se enterrando cada vez mais, levando-me com elas.
E foi então que te vi. Passaste por mim, e entendeste a mão. Foi com os olhos frios marejados de lágrimas que entendi que te baixaras para apanhar uma flor. Depois, foste ter com ela que, sentada nas escadas olhava-te e sorria. Deste-lha. E abraçaram-se num calor profundo, sob o céu que brilhava.
A partir desse dia, vi-te muitas vezes. Sempre com ela, sempre juntos. E eu chorava as asas que perdera. Chorava o não poder fugir do que via, agora que estava realmente presa.
Um dia, numa manhã fria e luminosa de primavera, tu surgiste,ao longe, e sorrias. Ela vinha atrás. Aproximaste-te de mim, sem perder o sorriso, tocaste-me ao de leve, e disseste «é linda».
Quando o meu coração ia parar de bater de emoção e alegria, tu inclinaste-te para mim e arrancaste-me uma flor branca, fresca e nova ,de um ramo. Ao fazê-lo, levaste contigo a minha alma. E deste-lha. Deste-lhe a minha alma.Foste embora, com os braços sobre os ombros dela, e nessa noite, o meu espírito adormeceu, e não mais voltou a acordar.
E ver-te-ia todos os dias. Do cimo de uma árvore, zelaria por ti. E quando o meu coração pequenino se apertasse de saudade, voaria para longe, para nunca mais regressar.
Contigo no pensamento, podia chorar, sem que ninguém me visse. Não, os pássaros não choram. De cada vez que a tua imagem me surgisse, uma pena soltar-se-ia de mim, e eu ficava a vê-la dançar, ao sabor do vento, aquela dança tão triste, que aprendi, no dia em que abdiquei das minhas pernas.
E agora, pássaro, perguntar-me-ia: de que serviram as asas se continuei presa ao chão que tu pisas? De que me serviram os olhos que não choram se cada vez que te vejo algo cortante atravessa a minha alma?De que serviu aquela enchente de força que juntei, se o meu olhar ainda se perde quando penso no passado?
Aos poucos, como se lesse uma história, percebi que tinha cometido o maior erro da minha vida. Ao deixar-te, mas sobretudo ao deixar-me por ti. Ao perder tudo o que levara anos a construir. E agora, era tarde. As minhas asas não voavam, mas deixara de ter pernas para andar. E, quando olhei para baixo, vi-me enterrada no chão, como se fosse uma árvore. A cada dia que passava, as minhas raízes iam-se enterrando cada vez mais, levando-me com elas.
E foi então que te vi. Passaste por mim, e entendeste a mão. Foi com os olhos frios marejados de lágrimas que entendi que te baixaras para apanhar uma flor. Depois, foste ter com ela que, sentada nas escadas olhava-te e sorria. Deste-lha. E abraçaram-se num calor profundo, sob o céu que brilhava.
A partir desse dia, vi-te muitas vezes. Sempre com ela, sempre juntos. E eu chorava as asas que perdera. Chorava o não poder fugir do que via, agora que estava realmente presa.
Um dia, numa manhã fria e luminosa de primavera, tu surgiste,ao longe, e sorrias. Ela vinha atrás. Aproximaste-te de mim, sem perder o sorriso, tocaste-me ao de leve, e disseste «é linda».
Quando o meu coração ia parar de bater de emoção e alegria, tu inclinaste-te para mim e arrancaste-me uma flor branca, fresca e nova ,de um ramo. Ao fazê-lo, levaste contigo a minha alma. E deste-lha. Deste-lhe a minha alma.Foste embora, com os braços sobre os ombros dela, e nessa noite, o meu espírito adormeceu, e não mais voltou a acordar.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Depois de perder o que era nosso, comecei a perder o que era meu. E cada vez que chovia, uma parte de mim era levada pela chuva. E, na esperança que o passado voltasse, eu ia-me deixando ficar. Olhava-te, quando tu não vias e chorava o que perdemos.
Nada mais havia a fazer. E ia dando as mesmas ordens, ao coração e à cabeça. Mas o coração nunca me obedecia. E depois da loucura, veio a depressão. E mais tarde, a apatia.
Mas, todas as noites, tu estavas no meu pensamento. Estava de tal forma chegada a ti, que nem a maior desilusão me afastou. Ainda hoje, depois de todas as lágrimas que me causaste sem saber, eu sei, que em mim, ainda existe uma rapariga, não esta, mas outra, que há muito tempo, num sítio longínquo, se apaixonou. E, à semelhança desta, o medo acobardou-a, e agora ela, a do presente, chora o que nunca aconteceu.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
A noite caiu sobre nós sem que ninguém desse por isso. Lá fora, a chuva caía silenciosamente. Em cada gota que rebentava quando tocava o chão, os meus olhos viam um sonho estilhaçar-se e perder-se no vazio. O olhar dele, preso no infinito oscilava entre o céu e a relva que ia ficando encharcada. Olhei-o sem abrir a boca.
Juntos, esperávamos o fim. E apesar de sempre o termos esperado, agora que era real, tomara-nos por uma sensação tão avassaladora que ouvíamos o bater dos nossos corações, descompassados. O tempo passou muito devagar, e respirar tornara-se um fardo.
Os meus olhos pareciam esquecidos da promessa que eu lhe fizera na noite anterior, de que, acontecesse o que acontecesse, eu não iria chorar. E durante alguns minutos, entreti-me a combater aquela vontade que me assolava.
E então, lentamente, a cabeça dele voltou-se para mim, e o seu olhar, marejado de lágrimas, tremeu. A sua boca desenrolou-se um pequeno sorriso, o mais triste que eu já vira, e encolheu os ombros levemente. Abanou a cabeça, e focou o olhar no tecto. Voltou a abrir a boca, como se quisesse dizer alguma coisa, mas logo de imediato a fechou. Ele tinha medo, e eu também. Já não restava muito tempo, isso era a única coisa da qual eu estava certa.
Lá fora, um trovão rugiu furiosamente, e rebentou com todas as linhas que eu desenhara para mim, para me conseguir controlar.
As lágrimas começaram a rolar-me pela cara, e os meus ombros tremiam ansiosamente. Tornou-se um choro alto, que perturbava o ritmo contínuo da chuva que continuava a cair.
Olhei para ele, e com o pensamento, pedi-lhe desculpa por ter sido tão fraca. Os seus pés, moveram-se como blocos de pedra na minha direcção. E quando os seus braços seguros me envolveram as costas, o meu choro tornou-se mais alto. Do seu olhos esquerdo, uma lágrima caiu, deixando um rasto de mágoa atrás de si.
E ali ficámos, enquanto lá fora, chegava o carro que me levaria embora para sempre.
Juntos, esperávamos o fim. E apesar de sempre o termos esperado, agora que era real, tomara-nos por uma sensação tão avassaladora que ouvíamos o bater dos nossos corações, descompassados. O tempo passou muito devagar, e respirar tornara-se um fardo.
Os meus olhos pareciam esquecidos da promessa que eu lhe fizera na noite anterior, de que, acontecesse o que acontecesse, eu não iria chorar. E durante alguns minutos, entreti-me a combater aquela vontade que me assolava.
E então, lentamente, a cabeça dele voltou-se para mim, e o seu olhar, marejado de lágrimas, tremeu. A sua boca desenrolou-se um pequeno sorriso, o mais triste que eu já vira, e encolheu os ombros levemente. Abanou a cabeça, e focou o olhar no tecto. Voltou a abrir a boca, como se quisesse dizer alguma coisa, mas logo de imediato a fechou. Ele tinha medo, e eu também. Já não restava muito tempo, isso era a única coisa da qual eu estava certa.
Lá fora, um trovão rugiu furiosamente, e rebentou com todas as linhas que eu desenhara para mim, para me conseguir controlar.
As lágrimas começaram a rolar-me pela cara, e os meus ombros tremiam ansiosamente. Tornou-se um choro alto, que perturbava o ritmo contínuo da chuva que continuava a cair.
Olhei para ele, e com o pensamento, pedi-lhe desculpa por ter sido tão fraca. Os seus pés, moveram-se como blocos de pedra na minha direcção. E quando os seus braços seguros me envolveram as costas, o meu choro tornou-se mais alto. Do seu olhos esquerdo, uma lágrima caiu, deixando um rasto de mágoa atrás de si.
E ali ficámos, enquanto lá fora, chegava o carro que me levaria embora para sempre.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Mas sabes o pior? O pior é não te ter aqui, mas ter de agir como se tivesse. É olhar pela janela e ver um sol frio, que me gela por dentro da cabeça aos pés. É o som da chuva já não me fazer sorrir. É não ter nada daquilo que tinha, é ter perdido tudo. O pior, é estar sempre a esperar pelo fim. É saber que a felicidade, quando ela vem, não dura mais que umas horas. É não ter o que quero e querer o que não tenho. É essa ambição desmedida que cresce dentro de mim e não me deixa
respirar. É não ter o caminho definido e ter de avançar por entre a escuridão sem saber o que me espera. O pior, é já não conseguir chorar. Ver-te todos os dias e não poder dizer-te isto.É não saber onde estás. O pior mesmo, é saber, ter a certeza que nunca vais voltar, e que nunca mais os meus olhos vão fixar os teus. Não saber ao certo que ocupa o meu lugar aí, contigo. E saber que agora estou num mundo por minha conta, não posso dizer que isso não me assusta. E, aos poucos, vou verificando que pior que tudo isto, é estar a perder-me, a cada minuto que passa.
respirar. É não ter o caminho definido e ter de avançar por entre a escuridão sem saber o que me espera. O pior, é já não conseguir chorar. Ver-te todos os dias e não poder dizer-te isto.É não saber onde estás. O pior mesmo, é saber, ter a certeza que nunca vais voltar, e que nunca mais os meus olhos vão fixar os teus. Não saber ao certo que ocupa o meu lugar aí, contigo. E saber que agora estou num mundo por minha conta, não posso dizer que isso não me assusta. E, aos poucos, vou verificando que pior que tudo isto, é estar a perder-me, a cada minuto que passa.
domingo, 28 de outubro de 2012
A porta fechou-se, e de um momento para o outro, a escuridão abateu-se sobre mim. Chegara o fim. Do lado de lá da porta, ficou tudo. Vi, com os olhos ardentes, os meus sonhos, ainda pequeninos e frágeis, a serem esmagados e desapareceram no ar. Tudo aquilo que eu vejo desde que nasci foi-me arrancado brutalmente e comprimido até à exaustão.
Já não havia nada, e à medida que o tempo ia passando, a escuridão aumentava. O silêncio era tanto, que provocara já uma dor que me perfurava a cabeça , de um lado ao outro. Fiquei com medo, e tornei o ardor em lágrimas amargas, que não consegui soltar.
Por baixo de mim, o chão deslizava devagar. Os segundos eram marcados por um som seco que latejava na minha mente. E eu aproximava-me, aos poucos da queda.
Os meus pés não se mexeram, e da minha boca não saiu nenhum grito. O medo petrificara-me. Tinha o coração gelado, e as mãos tão frias, que, aos poucos, deixei de as sentir.
Já não me restava nada. Agora, o meu corpo estava lá, o olhar frio e vago, fixado na porta fechada. Mas nele, já nada restava de mim. Nem ali, nem em lado nenhum.
O tempo parou, o som dos ponteiros abrandou até cessar, e de repente, quando o chão desapareceu por baixo dos meus pés, caí no vazio, e tudo morreu.
Já não havia nada, e à medida que o tempo ia passando, a escuridão aumentava. O silêncio era tanto, que provocara já uma dor que me perfurava a cabeça , de um lado ao outro. Fiquei com medo, e tornei o ardor em lágrimas amargas, que não consegui soltar.
Por baixo de mim, o chão deslizava devagar. Os segundos eram marcados por um som seco que latejava na minha mente. E eu aproximava-me, aos poucos da queda.
Os meus pés não se mexeram, e da minha boca não saiu nenhum grito. O medo petrificara-me. Tinha o coração gelado, e as mãos tão frias, que, aos poucos, deixei de as sentir.
Já não me restava nada. Agora, o meu corpo estava lá, o olhar frio e vago, fixado na porta fechada. Mas nele, já nada restava de mim. Nem ali, nem em lado nenhum.
O tempo parou, o som dos ponteiros abrandou até cessar, e de repente, quando o chão desapareceu por baixo dos meus pés, caí no vazio, e tudo morreu.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
E só quero fechar os olhos agora. Esquecer tudo, esquecer todos, deixá-los para trás. Quem me dera ainda ter lágrimas por chorar, para ter algo que, apesar de não resolver, me ajudasse a expressar este sentimento. A cabeça está dorida, por uma dor já física, daquelas que não têm uma fonte, daquelas que têm milhares, e todas, dispersas e difusas, embrulham-se umas nas outras tornando-se imperceptíveis. As palavras, assim como as lágrimas, estão presas. As frases são minúsculas, quando comparadas com a realidade, e o sentimento de impotência é tal, que é como se já nada me segurasse. Como se, a qualquer momento, me pudessem tirar o chão de debaixo dos pés, para eu cair.
E há demasiada gente, demasiado barulho, demasiado silêncio. Ruído, quando toda a gente fala de tudo, sem dizer nada. Corações, que batem, vazios, que batem só por bater. Sem que nenhum sonho ou ambição as agarre, as pessoas continuam, a andar sem rumo, perdidas, porque nada as guia.
E eu não costumava viver assim. Os meus sonhos habitavam sempre as nuvens mais altas, e eu vivia, tentado lá chegar.
Agora, sigo como eles, aquelas almas ocas, que nada querem, nem nada têm. Vejo a chuva, que cai, sem parar, e quando o vento sopra, a tristeza é tanta, que me atravessa, de um lado ao outro, como se nada houvesse dentro de mim.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
E foi como um despertar.Os primeiros dias regressaram-me à memória e eu entendi por fim que eu amo aquilo que faço. Percebi então que enquanto essa verdade viver em mim, não existe justificação para uma desistência. Ele não era eu, mas éramos um só. Sem nunca nos termos tocado, sem eu nunca ter ouvido uma palavra saída da sua boca. Naquela altura, nem o nome dele eu sabia. Mas o sol brilhava e o mundo parou por segundos. Ele continuou a dançar, ao som de uma melodia muda, abafada pelos batimentos do seu coração.
Nunca mais o vi. agora sei o seu nome, mas não o digo. Tento manter a memória intacta, sem lhe tocar em demasia, porque tenho medo de perturbar a sua beleza tão frágil. Mas gostava de lhe ter agradecido. Por tudo o que ele não sabe que fez. Por tudo o que ele, sem saber, me devolveu.
sábado, 14 de julho de 2012
Um dia, ao caminhar no corredor, algo me fará parar. Irei aproximar-me do espelho e contemplar a imagem que ele me mostra. Vou deixar de ouvir as gotas de chuva cair na estrada, e todos os ruídos se tornarão silenciosos. Os meus olhos vão continuar à procura da rapariga que costumavam ver, mas é claro que não a vão encontrar. Escondida por baixo daquelas que serão as minhas rugas, ela debate-se com todo o passado que carrega aos ombros. Na sua cabeça, passam as imagens de uma vida. Vou recordar com ela cada dia que passei, talvez com um maior ênfase àqueles em que nada acontecera. Era nesses que a velhice surgia, camuflada de brisa, de manhã, com o nevoeiro, e me deixava à noite, deixando-me sempre um grãozinho de si. Vou pensar em todos os anos que vivi, e tudo o que deixei por fazer. O tempo perdido, e o mal aproveitado. Vou olhar de novo para a rapariga cansada e já velhinha e vou chorar durante muito tempo. Vou-me tornar prisioneira das minhas lágrimas e sentir a falta daquela menina que sorria, e que era apenas uma criança. Tentarei abraçar a imagem do espelho com os braços, numa tentativa desesperada de fazer parar o tempo. Mas ela vai cair, estilhaçando-se em mil pedaços que não se vêem, mas que me cortam por dentro. Mais tarde, quando as lágrimas secarem, vou-me sentar no chão de pedra, derrotada, e vou esperar que a chuva pare de cair.
domingo, 8 de julho de 2012
Tu. Tu, que estás no chão e me fitas com esse olhar assustado. Tu que te rendeste à vida e a todas as suas complicações. Eu já aí estive. E sei como é escuro aí em baixo. O calor não se sente e a nossa alma é fechada e proibida de ver a luz.Mas olha, está na hora de parares de chorar. Seca as lágrimas e levanta a cabeça. Não percas tempo a estender a mão a quem por ti passa, porque acredita, ninguém irá parar para te ajudar.
Sim, por muito triste que possa parecer, é verdade. E é nessa verdade que precisas de viver. Levanta-te sozinho. Rasga a escuridão e olha para o céu. Não, não tenhas medo de abrir os olhos. Se os mantiveres fechados, não poderás ver o sol a nascer todos os dias, e pintar o céu de lilás e dourado. Se não levantares a cabeça, como vais poder ouvir o canto dos pássaros?
Acredita, isto não é o fim. Não vais ficar assim para sempre. O teu coração não está partido. Está só cansado. Dá-lhe tempo para recuperar o fôlego, mas nunca te esqueças que quando a noite terminar, e os primeiros raios de sol entrarem pela janela, podes sempre sorrir, e tentar recomeçar.
sábado, 30 de junho de 2012
Gradualmente, começou-se a ouvir o ruído do comboio, que ia aumentando de volume.
Era a terceira vez que esperava por ele. Ninguém me levava e ninguém me esperava. Estava sozinha desta vez.
Ao meu lado um casal abraçava-se e dizia um último adeus. Ela entrou na carruagem com os olhos húmidos e o coração palpitante, e sentou-se do lado de dentro, mas sem nunca o perder de vista.
Atrás de mim, um grupo de amigos, sentados no banco de pedra, cantavam enquanto um deles tocava guitarra. Quando o comboio parou na estação, entraram todos, perdidos entre piadas, músicas e gritos.
À minha frente, uma família de três pessoas falava entre si, baixinho. Como se tivessem um segredo lindo que não queriam que ninguém ouvisse. Os pais abraçaram a menina, que se precipitou para o comboio.
E eu?
Eu não tinha ninguém. Não sabia se aquilo era um princípio ou um fim.Não tinha ninguém de quem me despedir. Não tinha ninguém por quem o meu coração palpitasse, nem ninguém que me fizesse cantar.
De facto, eu só estava segura em relação a uma coisa. A rapariga que apanhara o comboio há um ano atrás não era a mesma de hoje. As minhas pernas não tremiam, os meus braços não hesitavam, os meus pés continuaram a andar.
Mas também o meu olhar estava diferente. Vazio, frio e sem cor. Desabitado. Não tinha vida nem alegria.A minha boca manteve-se fechada, desde o início até ao fim, e nunca um sorriso me surgiu no rosto.
Mas era assim, e era assim que continuaria. Eu tinha arranjado uma armadura, uma defesa. Eu tinha escolhido não ter ninguém. Eu tinha decidido abandonar-me e criar-me de novo. Mais forte, mais triste.
Naquele momento, soou uma campainha que avisava que o comboio ia partir. A rapariga que estava ao meu lado chorava e acenava ao namorado, que lhe sorria com ternura.Os amigos estavam encostados uns aos outros. Uns dormiam, outros cantavam baixinho, outros olhavam pela janela silenciosamente. A menina despediu-se dos pais uma última vez, sorrindo para a mãe que limpava as lágrimas a um lencinho.
E foi aí que eu me perguntei a mim mesma se tinha tomado a melhor decisão. Mas não obtive resposta.
terça-feira, 26 de junho de 2012
Mas dentro de nós, abriam-se portas, lembravam-se emoções e recordavam-se sentimentos. Ela começou a tocar lentamente, e as notas de música saiam sob os seus dedos. Fechou os olhos, mas os dedos não paravam.
Olhei para o lado. A outra, tal como eu, olhava o infinito através dos pensamentos. A música aumentara de volume. Subitamente, uma enorme vontade de chorar atingiu-me. A melodia percorria-me o corpo e o coração e provocou-me, simultaneamente calma e revolta.
Debati-me durante uns momentos, mas por fim deixei as lágrimas escorrerem. Elas nunca as chegaram a ver pois a escuridão permanecia, cada vez mais intensa.
Eu conhecia os medos delas, os receios, as paixões, as atitudes, as maneiras de pensar e de ser, mas apercebi-me de que no fundo, ainda éramos estranhas umas às outras. Na verdade, eu não sabia mesmo quem elas eram. Estava ali sentada porque queria acreditar que sabia.
E era tão triste. A música entristeceu-me. O calor não me deixava respirar. Tentava ocultar as lágrimas e ver através do escuro. Mas não consegui.
Continuava a identificar tristeza e revolta naquela sala. Parte de mim queria parar, gritar-lhe que parasse de tocar, mostrar-lhes as lágrimas e tudo o que me ia na alma. Mas a outra parte, a parte que manda em mim disse-me para ficar, permanecer, ouvir e esquecer, fingir que nada acontecera.
Mas eu nunca o vou fazer. Realmente esquecer. Agora desejo ouvir de novo a música e recordar aquele momento, que não foi há tanto tempo assim.Queria perceber o que foi realmente aquilo, gostava de perceber se significou algo mais do que aquilo que eu julgava.
Nessa altura, vi tudo turvo, e o silêncio, aquele que existia por baixo da música permaneceu sempre, e aos poucos ia acabando com as nossas esperanças.
Tudo o que tínhamos estava ali, demasiado exposto, mas também demasiado escondido. Todas as más memórias vieram à tona. Tudo aquilo que eu evitava a todo o custo, estava ali, toda a verdade, nua e crua. Sem sombreados.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Perfeição. Todos nós a procuramos. De uma maneira ou de outra.
É exasperante quando não é encontrada, mas nós não desistimos. Não se desiste de algo assim. Tão grande. E no fundo, é isto que dá sentido à nossa vida. Um rumo, uma direcção. Sempre ouvimos dizer que não existe perfeição, mas nós continuamos, esperando ser o primeiro a presenciá-la.
Depois, há a perfeição das pequenas coisas. Eu acho que a encontramos em tudo aquilo que não é óbvio. Tudo aquilo que é óbvio é falso, e tudo o que é falso é óbvio. A perfeição está na verdade. Na verdade que se esconde atrás das pessoas , na realidade que mora atrás dos nossos defeitos, mas principalmente no modo como os tentamos ultrapassar. E os sonhos, as ambições, são alavancas, alavancas que nos impulsionam no caminho da direcção. Ninguém nunca alcançou a perfeição, e é esse o grande segredo. Assim, se alguém chegasse até ela, isso significava um fim. E nós não estamos preparados para isso. Nunca.
É exasperante quando não é encontrada, mas nós não desistimos. Não se desiste de algo assim. Tão grande. E no fundo, é isto que dá sentido à nossa vida. Um rumo, uma direcção. Sempre ouvimos dizer que não existe perfeição, mas nós continuamos, esperando ser o primeiro a presenciá-la.
Depois, há a perfeição das pequenas coisas. Eu acho que a encontramos em tudo aquilo que não é óbvio. Tudo aquilo que é óbvio é falso, e tudo o que é falso é óbvio. A perfeição está na verdade. Na verdade que se esconde atrás das pessoas , na realidade que mora atrás dos nossos defeitos, mas principalmente no modo como os tentamos ultrapassar. E os sonhos, as ambições, são alavancas, alavancas que nos impulsionam no caminho da direcção. Ninguém nunca alcançou a perfeição, e é esse o grande segredo. Assim, se alguém chegasse até ela, isso significava um fim. E nós não estamos preparados para isso. Nunca.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Conhece-la?
Conheces sim. Chamaste-lhe feia há dois meses. E disseste-lhe que era gorda há três semanas. Comentaste com todos que ela era insegura. Feia e insegura. Gorda e insegura.
E tu? Sabes quem ela é?
Sabes sim. É aquela a quem disseste «não és gorda, és forte». Já sabes quem é?
E tu? Lembras-te do seu nome?
Acho que te lembras. Disseste-lhe para desistir dos seus sonhos porque era demasiado gorda. «Cheínha».
E tu? Acho que sabes.
Não te lembras? A sério? Tu tens pena dela. Achas que ela é uma inválida. Mas afinal, a culpa não é tua, não é? Quem é que a manda não ser perfeita?
Ela não come.Passou a última semana sem comer. Chorava, isso sim. Mas não comia. Vocês, enquanto assistiam a isto, chamaram-lhe parva, estúpida. Disseram que ela se estava a armar. A armar?! Disseram«pára com isso, deixa de ser idiota». Mas ela não é idiota. Vocês são. Vocês é que o são. Burras, estúpidas, parvas. Sim, é mesmo assim. Sem eufemismos. Enchem-se e rodeiam-se de frases feitas.«Aceita os outros»; «não julgues». E de que serve? São burras de qualquer forma. Com ou sem frases feitas. É muito fácil rir e gozar não é? No vosso mundo perfeito e falso, em que são alvejadas com mil e um «és lindaaa», «és uma princesaa» ou «amo-te lindaaaa». Vocês não sabem nada. Não sabem nada. São bebés. Bebés muito ignorantes. Julgam que vivem num pedestal acima de todos os outros. E dizem« o meu maior defeito é confiar em toda a gente». Não, o teu maior defeito é seres estúpida. Superficial. Burra.
Sem meias medidas. Eu odeio-vos. Eu odeio-vos a todas. Todas vocês. Todas as barbies, todas as estúpidas que vocês são. Um dia, quando vos partir a cúpula de vidro dentro da qual vocês vivem, vou me rir quando atirar os pedacinhos de vidro para cima de vocês, e depois, depois vomito-vos em cima todas as frases e palavras que me disseram.
Conheces sim. Chamaste-lhe feia há dois meses. E disseste-lhe que era gorda há três semanas. Comentaste com todos que ela era insegura. Feia e insegura. Gorda e insegura.
E tu? Sabes quem ela é?
Sabes sim. É aquela a quem disseste «não és gorda, és forte». Já sabes quem é?
E tu? Lembras-te do seu nome?
Acho que te lembras. Disseste-lhe para desistir dos seus sonhos porque era demasiado gorda. «Cheínha».
E tu? Acho que sabes.
Não te lembras? A sério? Tu tens pena dela. Achas que ela é uma inválida. Mas afinal, a culpa não é tua, não é? Quem é que a manda não ser perfeita?
Ela não come.Passou a última semana sem comer. Chorava, isso sim. Mas não comia. Vocês, enquanto assistiam a isto, chamaram-lhe parva, estúpida. Disseram que ela se estava a armar. A armar?! Disseram«pára com isso, deixa de ser idiota». Mas ela não é idiota. Vocês são. Vocês é que o são. Burras, estúpidas, parvas. Sim, é mesmo assim. Sem eufemismos. Enchem-se e rodeiam-se de frases feitas.«Aceita os outros»; «não julgues». E de que serve? São burras de qualquer forma. Com ou sem frases feitas. É muito fácil rir e gozar não é? No vosso mundo perfeito e falso, em que são alvejadas com mil e um «és lindaaa», «és uma princesaa» ou «amo-te lindaaaa». Vocês não sabem nada. Não sabem nada. São bebés. Bebés muito ignorantes. Julgam que vivem num pedestal acima de todos os outros. E dizem« o meu maior defeito é confiar em toda a gente». Não, o teu maior defeito é seres estúpida. Superficial. Burra.
Sem meias medidas. Eu odeio-vos. Eu odeio-vos a todas. Todas vocês. Todas as barbies, todas as estúpidas que vocês são. Um dia, quando vos partir a cúpula de vidro dentro da qual vocês vivem, vou me rir quando atirar os pedacinhos de vidro para cima de vocês, e depois, depois vomito-vos em cima todas as frases e palavras que me disseram.
sábado, 2 de junho de 2012
O sonho estava ali, parado. Tão distante. Olhei para o chão e apercebi-me das dezenas de precipícios que existiam no caminho para chegar até ele. Oh, sim, o sonho era lindo, brilhava, era o culminar de todas as minhas expectativas, a união de todas as ilusões numa só. Sim, era lindo. Contudo, não havia maneira de contornar os precipícios, não existia forma de evitar as quedas. Mas eu tinha medo. Mesmo muito medo.
Alguns precipícios eram pouco fundos. Sabia que mesmo que lá caísse, conseguiria sair e retomar o caminho rapidamente. Mas noutros, o fundo era inalcançável com o olhar, e a queda parecia constituir uma viagem longa. Uma viagem sem regresso. Era fundo. Sabe Deus onde iria parar. Mas parar não é o problema. O problema era estar ali, pequenina, a centenas de metros de profundidade, com uma tonelada de terra que ia esmagando lentamente o meu sonho. E eu já não o via. Nunca mais o poderia ver. Nunca mais podia sonhar, vislumbrar ou sentir a paixão. Estava condenada a uma vida como a tua, como a deles, a delas, a vossa. Uma vida pré-programada. Como se uma assistente a tivesse planeado ao milímetro. Uma vida em que o mais pequeno vestígio de espontaneidade é varrido e morto de imediato como se de um intruso se tratasse. Então o que fazer? Desistir, à partida, sabendo que poderia sempre sonhar mas jamais concretizar? Conduzir-me a mim própria a uma vida triste onde a desilusão e o medo reinam?
Ou tentar? Tentar apesar de saber que poderia nunca mais acreditar em nada. O que fazer? Não falo daqueles erros que se corrigem de forma tão simples como apagar uma letra mal desenhada com uma borracha. É um erro que me pode custar a vida. Pode arrancar tudo o que existe de bom em mim.
Fiquei parada, calada, pensando. Precisava de pensar. Olhei de novo em frente e vi o primeiro precipício de novo. Cada vez mais perto. Como se caminhasse a passos largos para me engolir um quanto antes. Não, quem estava a andar era eu. Mas como, se os meus pés permaneciam parados? Assustada, voltei-me para trás e vi que me estavam a empurrar. Quem era? Quem podia ser? Era ele. Era o tempo.
Alguns precipícios eram pouco fundos. Sabia que mesmo que lá caísse, conseguiria sair e retomar o caminho rapidamente. Mas noutros, o fundo era inalcançável com o olhar, e a queda parecia constituir uma viagem longa. Uma viagem sem regresso. Era fundo. Sabe Deus onde iria parar. Mas parar não é o problema. O problema era estar ali, pequenina, a centenas de metros de profundidade, com uma tonelada de terra que ia esmagando lentamente o meu sonho. E eu já não o via. Nunca mais o poderia ver. Nunca mais podia sonhar, vislumbrar ou sentir a paixão. Estava condenada a uma vida como a tua, como a deles, a delas, a vossa. Uma vida pré-programada. Como se uma assistente a tivesse planeado ao milímetro. Uma vida em que o mais pequeno vestígio de espontaneidade é varrido e morto de imediato como se de um intruso se tratasse. Então o que fazer? Desistir, à partida, sabendo que poderia sempre sonhar mas jamais concretizar? Conduzir-me a mim própria a uma vida triste onde a desilusão e o medo reinam?
Ou tentar? Tentar apesar de saber que poderia nunca mais acreditar em nada. O que fazer? Não falo daqueles erros que se corrigem de forma tão simples como apagar uma letra mal desenhada com uma borracha. É um erro que me pode custar a vida. Pode arrancar tudo o que existe de bom em mim.
Fiquei parada, calada, pensando. Precisava de pensar. Olhei de novo em frente e vi o primeiro precipício de novo. Cada vez mais perto. Como se caminhasse a passos largos para me engolir um quanto antes. Não, quem estava a andar era eu. Mas como, se os meus pés permaneciam parados? Assustada, voltei-me para trás e vi que me estavam a empurrar. Quem era? Quem podia ser? Era ele. Era o tempo.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Todas as noites, a música começava a tocar. Primeiro, baixinho, como um pequeno sussurro. Entrava sem pedir permissão, e eu deixava-a prosseguir. Queria falar, e a vontade de desabafar era grande, mas a de desistir era maior. Deixava-me ficar, calada, tentando acalmar as emoções.Lá fora estava escuro e as estrelas não brilhavam, tapadas pelas nuvens. Mais uma noite em branco. Mais uma melodia. Agora mais forte, mais alta, mais emotiva. A letra não fazia sentido, não se enquadrava, e não era absorvida. Apenas a melodia continuava. Essa fluía, penetrava na minha mente e provocava arrepios. Desencantava as lembranças mais remotas, aquelas que se vão perdendo à medida que o tempo avança. E depois, a melodia pára e torna-se numa linha que as une. Elas, as memórias desenrolam-se em mim como num filme, e aqui, a música já faz parte do seu ambiente.
Imagem atrás de imagem, palavra após palavra, o episódio continua, lentamente, enquanto o observo. Os arrepios, agora transformados em pequenas e cálidas lágrimas, escorrem-me pelos olhos, mas até elas o fazem ordeiramente, caladas, seguem o seu caminho em silêncio, como se também elas receassem importunar, talvez até mesmo desvanecer este ambiente tão perfeito, mas tão delicado, tão frágil.
As imagens que a música me faz ver não são bonitas, nem mágicas. De facto,são até muito dolorosas. A vulnerabilidade, mentira e o fingimento vivem em todas elas. Agora, a melodia atingira o seu auge. Sim, agora doía, magoava e transtornava. As lágrimas, essas, já não se preocupavam com nada. Caíam, barulhentas, atropelando-se umas às outras, dificultando-me a respiração, provocando soluços que eu já não controlava.
Mais uma noite, onde os fracassos se iluminavam e as palavras tinham ficado por dizer. Uma nova música tentava entrar, e conseguia facilmente, e as etapas repetiam-se de novo. Primeiro, suave como um murmúrio que uma mãe sussurra ao ouvido de um filho. Um murmúrio que me revolta, mas é uma revolta calada.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Davam-lhe uma cidade, mas ela queria o mundo. Davam-lhe um sonho, mas ela transformava-o num objectivo. E cumpria-os, sempre. Por vezes, lutava muito, batalhava. Caminhava frequentemente contra tempestades, combatia o vento e a chuva. Os trovões caiam, mas nunca lhe acertavam. Nunca a faziam parar. Sim, ela era mais forte. Mais resistente do que qualquer obstáculo. O caminho era para a frente, e ela sabia-o. O mundo nunca pára de girar, e ela tinha consciência disso. Ela não se levantava depois duma queda. Ela simplesmente nunca caía. Não deixava. Nunca.
Ela sabia também, que quando se vive assim, não há ninguém. As palavras são falsas e os gestos não têm significado. Não queriam saber. Achavam-na doida, estúpida e ingénua. Mas não. Ela era corajosa. Enfrentava o mundo e contrariava as probabilidades vezes e vezes sem conta. Via para além do horizonte, e os seus olhos mostravam tudo aquilo que as suas palavras não diziam. Ela era uma sonhadora. Alguém que amava os seus sonhos mais do que qualquer coisa. E enquanto o mundo, a fitava, trocista e criticava, ela ia alcançando vitórias, ia concretizando cada vez mais objectivos. Ela nunca, nunca se contentava. Não aceitava o que lhe davam e agradecia. Era ela, sozinha a lutar, e isso chegava-lhe.
Ela sabia também, que quando se vive assim, não há ninguém. As palavras são falsas e os gestos não têm significado. Não queriam saber. Achavam-na doida, estúpida e ingénua. Mas não. Ela era corajosa. Enfrentava o mundo e contrariava as probabilidades vezes e vezes sem conta. Via para além do horizonte, e os seus olhos mostravam tudo aquilo que as suas palavras não diziam. Ela era uma sonhadora. Alguém que amava os seus sonhos mais do que qualquer coisa. E enquanto o mundo, a fitava, trocista e criticava, ela ia alcançando vitórias, ia concretizando cada vez mais objectivos. Ela nunca, nunca se contentava. Não aceitava o que lhe davam e agradecia. Era ela, sozinha a lutar, e isso chegava-lhe.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
E eu espero. Perdida, sem rumo, sem inspiração, sozinha, mas sempre esperando. Os meus olhos começam a jorrar lágrimas mas eu apanho-as com a mão e guardo-as e peço-lhes que parem.E aguardo.
Chove, e toda agente corre à procura de abrigo, mas eu, eu deixo-me ficar. Procuro um motivo que me leve a imitar o que vejo, mas não o encontro. Ele não existe. À chuva ou ao sol, que diferença faz? Eu espero por algo que nem eu sei o que é. E caminho lentamente, com cuidado para não escorregar e cair. E se caísse, alguém veria? Alguém se aproximaria de mim, para me estender a mão e ajudar-me a levantar? Faço a pergunta, mas no fundo tenho medo da resposta.
Gostava de chegar junto de alguém, talvez um mero desconhecido e perguntar-lhe «para onde vais?». E talvez ele me dissesse que ia à mercearia, ou ao supermercado. Mas não é isso que eu quero saber. Eu quero saber qual é o destino que me espera, o que é que me move. No fundo, talvez queira apenas saber se um dia vou sentir que tudo valeu a pena, ou se vou ser só mais uma pessoa que caminha arduamente para lado nenhum.
Chove, e toda agente corre à procura de abrigo, mas eu, eu deixo-me ficar. Procuro um motivo que me leve a imitar o que vejo, mas não o encontro. Ele não existe. À chuva ou ao sol, que diferença faz? Eu espero por algo que nem eu sei o que é. E caminho lentamente, com cuidado para não escorregar e cair. E se caísse, alguém veria? Alguém se aproximaria de mim, para me estender a mão e ajudar-me a levantar? Faço a pergunta, mas no fundo tenho medo da resposta.Gostava de chegar junto de alguém, talvez um mero desconhecido e perguntar-lhe «para onde vais?». E talvez ele me dissesse que ia à mercearia, ou ao supermercado. Mas não é isso que eu quero saber. Eu quero saber qual é o destino que me espera, o que é que me move. No fundo, talvez queira apenas saber se um dia vou sentir que tudo valeu a pena, ou se vou ser só mais uma pessoa que caminha arduamente para lado nenhum.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Sabes como é, pois a história não muda, é sempre igual. Olhas à volta e sentes-te sozinho, sozinho mas entre uma multidão que não se cala, onde cada pessoa tenta expressar uma opinião, ou então falam só por falar. Sorris quando alguém lança uma piada, mas ela não te interessa.Talvez nem a tenhas ouvido. Porque é assim. Desvalorizas tudo aquilo que toda a gente considera importante, e a tua atenção foca-se em pequenos sinais, em pequenos sorrisos e lágrimas que surgem silenciosamente. Gostas deles, porque eles não falam, não te incomodam, não te obrigam a rir, não te fazem chorar. Podes olhá-los eternamente se quiseres, porque eles não te perguntam porque o fazes. Mas és o único. Porque à tua volta, continuam as gargalhadas que aparecem, e por não serem naturais, destoam. De certeza que já tentaste falar, explicar, partilhar com alguém. E certamente que esse alguém esboçou um sorriso de incompreensão e mudou de assunto.
Porque assusta. Essa multidão não passa de um bando de seres assustados e inseguros, que fogem de tudo aquilo que possa denunciar a sua fraqueza. E ao longo do tempo, esquecem, enlouquecem, mas calados, reprimidos e fogem, mas os pés não obedecem, e começa-se a desvanecer aquela pessoa que eles eram, e nasce mais um. Apenas mais um.
No entanto, sozinho ou não, enquanto pertenceres a ti próprio, és livre. Não tens um padrão de comportamentos modelo. Ou talvez tenhas, mas não os conheces e por isso, não tens de os seguir. Podes sorrir em vez de falar, chorar em vez de justificar e caminhar, em vez de rastejar. Quando és livre, o corpo e a alma são leves, os teus passos silenciosos e tudo é mais claro, bonito e sereno. Se quiseres observar sem dizer uma palavra, podes. Podes fazer tudo aquilo que sentes que deves.
Porque assusta. Essa multidão não passa de um bando de seres assustados e inseguros, que fogem de tudo aquilo que possa denunciar a sua fraqueza. E ao longo do tempo, esquecem, enlouquecem, mas calados, reprimidos e fogem, mas os pés não obedecem, e começa-se a desvanecer aquela pessoa que eles eram, e nasce mais um. Apenas mais um.
No entanto, sozinho ou não, enquanto pertenceres a ti próprio, és livre. Não tens um padrão de comportamentos modelo. Ou talvez tenhas, mas não os conheces e por isso, não tens de os seguir. Podes sorrir em vez de falar, chorar em vez de justificar e caminhar, em vez de rastejar. Quando és livre, o corpo e a alma são leves, os teus passos silenciosos e tudo é mais claro, bonito e sereno. Se quiseres observar sem dizer uma palavra, podes. Podes fazer tudo aquilo que sentes que deves.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Palavras ditas
Tenho textos escritos para ti. Não os publiquei. Escrevi-os e depois abandonei-os no grande baú dos rascunhos, onde estão todas as palavras que eu quero dizer, mas que por motivos de falta de coragem, indecisão ou tempo, nunca viram a luz do dia.
Quanto aos teus, não sei se algum dia os vou publicar. É como se olhasse para eles, os lesse, e depois de os comparar com os meus sentimentos, aqueles que estão vivos e fervilham dentro de mim, achasse que não representam nem em metade a sua verdadeira intensidade.
Mas, meu deus, quantas vezes eu ignorei as tuas atitudes, as palavras que me dirigiste. Nenhuma delas foi de apoio. Deitavas-me abaixo, olhavas-me com aquele olhar frio que tantas vezes me petrificou. Eu falava contigo e tu não me ouvias. Era como gritar no silêncio. Eu corria mas tu nunca me vias. Era como correr no vazio. Eu olhava-te, os teus olhos dirigiam-se para as minhas lágrimas, mas era um olhar vazio. Tu nunca as vias.
Mas eu, eu nunca desistia. Pensava sempre que apesar de tudo, continuaria contigo, pois eras minha amiga. Até que um dia, enquanto subia a escadaria que me levava ao sítio onde te encontravas, deu-me uma vontade incontrolável de dar meia-volta e vir-me embora. Simplesmente nada, absolutamente nada me ligava a ti naquele momento. Mas controlei uma vontade incontrolável porque pensei que poderias ficar preocupada se eu nunca mais aparecesse. Forcei-me e lutei contra as minhas forças para ir ter contigo.
E agora pergunto-me: valeu a pena? Não, a resposta é não. Não me viste chegar, não me falaste, não me olhaste, continuaste a fazer o que sempre fizeste comigo, ou seja, nada.
E eu esperei, esperei, até que abri os olhos, e vi um mundo à minha frente sem ti, onde nunca tinha estado. E agora, deixei-te e mergulhei nele.
Podes negar, ou talvez pensar que exagero, mas a verdade, e tu sabe-la tão bem quanto eu que isto que se passa já deixou de fazer sentido há muito tempo.
Lamento se este texto te magoou, a sério que sim, mas estas palavras eram demasiado grandes e irrequietas para serem guardadas no baú dos rascunhos. Só espero que, ao leres este texto, tenhas sentido a emoção que eu transmiti a cada palavra que o constitui.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Falsas miragens do futuro
E de repente, vês o mundo em tons de cinzento e preto, nuvens a caminharem para ti. Vês todos os que amas longe, todos os que não queres na tua vida cada vez mais perto.
Estás sozinho. Encontras alguém e falas-lhe durante vinte minutos, fruto de um mero acaso, uma partida do destino.
Não o conheces. Mas na tua cabeça, grandes histórias são criadas, em que tu e essa pessoa são os protagonistas. Vês cenas irreais, mas que te parecem concretizáveis no futuro.
E depois despedem-se. E tu sonhas com essa pessoa. Mas ela já foi, e não volta.
Procuras um fundamento que possas criar dentro da tua cabeça que justifique um novo encontro com ela.
Os dias passam. Semanas e depois meses. Não houve mais palavras entre os dois. E tu esperas.
E nessa noite, antes de adormecer, uma lágrima escorre-te pela cara. Não por teres saudades dessa pessoa. Mas sim por te aperceberes da ingenuidade que ainda há em ti. Pelos sonhos inconcretizáveis, pelas falsas esperanças, pelas mágoas e desilusões que provocas a ti mesmo.
Pensas para ti mesmo que dali em diante serás mais contido nas emoções, mas no dia seguinte, encontras essa pessoa e o teu coração bate, descompassado, outra vez.
sábado, 7 de abril de 2012
She
Ela caminhava sem nunca olhar para trás. O raios de sol reflectiam-se no seu olhar frio e distante e isso chamava a atenção das pessoas que por ela passavam. Os saltos altos que usava teimavam em cair nos buracos da calçada, dificultado-lhe o caminho. Mas ela não parava. Seguia sempre igual, de queixo erguido, costas direitas e pernas que avançavam regularmente, de tal forma que compunham uma suave melodia que anunciava a sua chegada.
Ninguém lhe ficava indiferente. Alguns observavam-na com um olhar que espelhava a inveja que sentiam. Outros tratavam-na com a maior das amabilidades, afirmando convictamente que ela era uma boa pessoa. Mas estes eram uma minoria. A outra grande parte das pessoas que se cruzavam com ela não lhe dirigiam palavra, receando que ela não fosse verdadeiramente humana, como se não sentisse. Viam-na mas nada diziam, e se alguém tocasse naquele assunto, esse alguém era imediatamente calado e interrompido.
Ninguém a entendia. Para quê os saltos tão altos que usava, a forma tão fria e imparcial com que observava e aquela insensibilidade que se notava nas suas raras e escassas palavras?
E enquanto observava o mundo através daquela barreira impenetrável que eram os seus olhos, ela ria-se para dentro.
Ria-se ao ver os casais, que eram tantos, em que o homem ia trabalhar e a mulher ficava em casa durante todo o dia, todas as semanas, meses, anos.
Ria-se ao ver grupos de jovens, adolescentes, na verdade não muito mais novos do que ela própria, encostados às paredes e aos carros, fumarem e gritarem. Observava atentamente o rosto daquelas pessoas que seguravam os cigarros, sorriam, e contavam piadas, e identificava muitos sentimentos, como o desespero, a dor da rejeição e, principalmente o enjoo que lhes causava aquilo que eles seguravam entre os dedos, e que eles viam como a chave para a popularidade.
Ria-se ao ver grupos de raparigas, vestidas de calças de ganga e ténis, a falar de bandas, de concertos, a rirem-se de uma outra que atravessa a estrada, vestida com uma saia e umas sandálias, chamando-lhe certinha e aborrecida.
Ela não se ria por ser má, por gostar de ver alguém sofrer ou ser gozado. Não, nada disso. Ela só se ria do ridículo que é este mundo. O medo que toda a gente tem de se impor, como aquelas mulherzinhas que outrora tinham sonhado em viajar, em ser médicas, professoras, enfermeiras, mas que nunca pensaram realmente que isso se pudesse realizar. E pronto, agora são prisioneiras em casa, vivem à custa de outra pessoa, jamais poderiam ser independentes. Incompreendia toda a falsidade a que as pessoas estavam habituadas, banindo qualquer um que não fosse igual, qualquer um que quisesse ser como é.
E assim, ela própria era excluída da sociedade, não por ser má pessoa, insensível ou cruel. Simplesmente porque, ao recusar submeter-se a essa vida que a transformaria em alguém que não fosse ela, não caberia nos padrões estipulados por todos, e muito menos na mente tão fechada e restrita das pessoas.
Ninguém lhe ficava indiferente. Alguns observavam-na com um olhar que espelhava a inveja que sentiam. Outros tratavam-na com a maior das amabilidades, afirmando convictamente que ela era uma boa pessoa. Mas estes eram uma minoria. A outra grande parte das pessoas que se cruzavam com ela não lhe dirigiam palavra, receando que ela não fosse verdadeiramente humana, como se não sentisse. Viam-na mas nada diziam, e se alguém tocasse naquele assunto, esse alguém era imediatamente calado e interrompido.Ninguém a entendia. Para quê os saltos tão altos que usava, a forma tão fria e imparcial com que observava e aquela insensibilidade que se notava nas suas raras e escassas palavras?
E enquanto observava o mundo através daquela barreira impenetrável que eram os seus olhos, ela ria-se para dentro.
Ria-se ao ver os casais, que eram tantos, em que o homem ia trabalhar e a mulher ficava em casa durante todo o dia, todas as semanas, meses, anos.
Ria-se ao ver grupos de jovens, adolescentes, na verdade não muito mais novos do que ela própria, encostados às paredes e aos carros, fumarem e gritarem. Observava atentamente o rosto daquelas pessoas que seguravam os cigarros, sorriam, e contavam piadas, e identificava muitos sentimentos, como o desespero, a dor da rejeição e, principalmente o enjoo que lhes causava aquilo que eles seguravam entre os dedos, e que eles viam como a chave para a popularidade.
Ria-se ao ver grupos de raparigas, vestidas de calças de ganga e ténis, a falar de bandas, de concertos, a rirem-se de uma outra que atravessa a estrada, vestida com uma saia e umas sandálias, chamando-lhe certinha e aborrecida.
Ela não se ria por ser má, por gostar de ver alguém sofrer ou ser gozado. Não, nada disso. Ela só se ria do ridículo que é este mundo. O medo que toda a gente tem de se impor, como aquelas mulherzinhas que outrora tinham sonhado em viajar, em ser médicas, professoras, enfermeiras, mas que nunca pensaram realmente que isso se pudesse realizar. E pronto, agora são prisioneiras em casa, vivem à custa de outra pessoa, jamais poderiam ser independentes. Incompreendia toda a falsidade a que as pessoas estavam habituadas, banindo qualquer um que não fosse igual, qualquer um que quisesse ser como é.
E assim, ela própria era excluída da sociedade, não por ser má pessoa, insensível ou cruel. Simplesmente porque, ao recusar submeter-se a essa vida que a transformaria em alguém que não fosse ela, não caberia nos padrões estipulados por todos, e muito menos na mente tão fechada e restrita das pessoas.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
ByMyself
Criou-se um conjunto de sentimentos tão intensos e tão dispersos que quando escrevo nada sai, e esses textos acabam todos no lixo. E quando choro, não há motivo, não há motivo por serem tantos que se misturam e me confundem. E assim, aprendi a fechar-me dentro de mim, a pensar e a sentir no silêncio, a rir e a chorar secretamente. Fecho-me dentro dessa muralha com o objectivo de me proteger, mas tudo o que eu consigo é uma dor muito mais forte cada vez que sou forçada a sair desse meu escudo de protecção para viver no mundo real.
E vejo ruínas, de momentos que outrora foram felizes, vejo os pedaços estilhaçados das pessoas que faziam parte da minha vida, e que dia após dia se afastam de mim. Leio e ouço desabafos e entendo que por vezes não sou a melhor pessoa, que não correspondo às expectativas. Que por vezes não demonstro o que sinto simplesmente por não ser capaz de o fazer. Apercebo-me das desilusões das pessoas que eu amava, mas também dou conta de outra coisa. Tudo anda à volta do que cada um quer e precisa de mim. Ninguém vê que talvez, eu faça o melhor que posso, o melhor que consigo neste momento e que mais não posso fazer. A cada dia que passa, fazem-me sentir uma pessoa pior, que não se preocupa com nada nem como ninguém. Quem o faz são todas aquelas pessoas que se dizem minhas amigas, que dizem que posso chorar no seu ombro, que lhes posso confidenciar tudo, mas que me calam tão rapidamente como me rebaixam. Na verdade, nunca nenhuma delas me olhou nos olhos e perguntou «como te sentes?».
quinta-feira, 22 de março de 2012
Não é o porquê, nem o como, nem o quando, nem o com quem. Não é o onde, nem o por quem. Todas essas perguntas já têm resposta.
É talvez a dúvida de que tudo isto não passe de uma mentira para me tentar convencer a mim própria. Sim, é isso.
É o não querer ser totalmente feliz hoje, por ter medo de não ser a dose correcta de felicidade e de poder não ser suficiente para o amanhã. E que tudo volte a ser como antes.
É o não saber como manter esta estabilidade. Ou talvez o problema ser eu saber, mas ter medo de falhar.
O receio da perfeição, de lá permanecer o tempo suficiente para me habituar, o tempo suficiente para que me custe viver quando for obrigada a sair de lá.
Dou por mim a sorrir, por vezes sem motivo. E eu fecho esse sorriso, pois tenho medo que ele me leve até à dita perfeição. É tudo por causa do medo, entendes? Dou por mim a caminhar para onde não
quero ir, para estar com quem não quero estar, tudo por ter receio de que ninguém me compreenda.
Porque todos estão à espera que ajas de uma determinada maneira, se fizeres algo fora desses parâmetros, não entendem, não aceitam, olham para ti como se fosses uma aberração, que não está a sorrir e a acenar como devias.
E é disso que eu estou farta, estou cansada destes parâmentros, estou farta destas avaliações contínuas que não me levam a lado nenhum, eu não quero um curso de obediência, do conhecido ouvir e calar, porque eu não sou uma marioneta nos seus braços, acostumados a controlá-las. Estou farta de me conter nas emoções, de reprimir o que sinto, desta porcaria onde me meteram,e que me dizem que é a vida.
Porque sabem, há uma altura em que a vossa necessidade de ser feliz é tão grande que ultrapassa qualquer escala de avaliação, simplesmente não cabe e vai transbordar.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Fairytale ♥
Sabes porque é que eu não trocaria a vida por um conto de fadas?
Simplesmente porque neste mundo imperfeito, cada momento perfeito é raro, e muito mais valioso.
Simplesmente porque neste mundo imperfeito, cada momento perfeito é raro, e muito mais valioso.
terça-feira, 20 de março de 2012
Deixa,deixa tudo para trás. Esquece todo o passado, o bom e o mau. Limpa da tua mente as memórias que te impedem de adormecer todas as noites e que causam lágrimas todos os dias.
Depois, aprende a ignorar, a dizer que sim com a cabeça quando nem ouviste o que disseram, pois sabes que era mais uma crítica indesejada e que não precisas dela. Mas quando alguém te magoar, quando não conseguires que o teu coração se feche antes de ouvir essas palavras, diz tudo. Tudo aquilo que tens a dizer, grita, chora de raiva, berra. Nunca deixes nada por dizer. Não deixes que, um dia, dês contigo a pensar no que poderia ter acontecido «se», porque esse «se» devia ter sido realidade.
Uma vez uma pessoa disse-me que estava triste simplesmente porque não tinha razões para ser feliz. Então, porque não podemos inverter, porque não ser-se feliz, simplesmente por não se ter motivos de tristeza.
Vive cada dia como se fosse o último, porquê?, porque tu não sabes se não o é realmente. Não deixes coisas para o amanhã, porque esse, pode nem existir.
Depois, aprende a ignorar, a dizer que sim com a cabeça quando nem ouviste o que disseram, pois sabes que era mais uma crítica indesejada e que não precisas dela. Mas quando alguém te magoar, quando não conseguires que o teu coração se feche antes de ouvir essas palavras, diz tudo. Tudo aquilo que tens a dizer, grita, chora de raiva, berra. Nunca deixes nada por dizer. Não deixes que, um dia, dês contigo a pensar no que poderia ter acontecido «se», porque esse «se» devia ter sido realidade.
Uma vez uma pessoa disse-me que estava triste simplesmente porque não tinha razões para ser feliz. Então, porque não podemos inverter, porque não ser-se feliz, simplesmente por não se ter motivos de tristeza.
Vive cada dia como se fosse o último, porquê?, porque tu não sabes se não o é realmente. Não deixes coisas para o amanhã, porque esse, pode nem existir.
quinta-feira, 15 de março de 2012
A letter to her...
Sinto muito a sua falta. Gostava de passar mais tempo com ela. Que ela me relembrasse de novo o seu riso, que esboçasse um dos seus sorrisos que me aquecem o dia.
Tenho muito medo de a perder, porque sinto, que, aos poucos nos afastamos, escolhendo caminhos diferentes.
Mas não gosto nada, nada mesmo de nos ver assim, distantes. Porque, sendo uma das pessoas mais importantes da minha vida, será mesmo absolutamente necessário perdê-la?
Espero que não, porque seria um vazio que nunca poderia voltar a ser preenchido...
Tenho muito medo de a perder, porque sinto, que, aos poucos nos afastamos, escolhendo caminhos diferentes.
Mas não gosto nada, nada mesmo de nos ver assim, distantes. Porque, sendo uma das pessoas mais importantes da minha vida, será mesmo absolutamente necessário perdê-la?
Espero que não, porque seria um vazio que nunca poderia voltar a ser preenchido...
quarta-feira, 14 de março de 2012
Always you...
Ao longo de todo este tempo, apercebi de uma verdade que muitos tentam negar.Podes chorar, gritar, dizer tudo o que sentes. Pode ser o pior momento da tua vida, um ataque de desespero.
Tudo isso pode acontecer, mas depois, apercebes-te que estás sozinho. Ninguém quer realmente saber como estás, ninguém te vai secar as lágrimas, muito menos aquelas que não se vêem, mas que continuam lá.
Nos momentos mais felizes, não vai haver ninguém que esteja plenamente feliz por ti, ou pelo que alcançaste. Vai haver sempre desconfiança, falsidade e inveja, nalgumas palavras que te dirijam.
Por isso, o mais importante é não estares à espera que um mundo perfeito te acolha. Não deves deixar-te nas mãos das outras pessoas e esperar que elas te curem as feridas.
Não tentes que tenham pena de ti, não esperes que alguém chegue para te completar, completa-te a ti próprio, e encara o mundo como um desafio.
Ama, sim, mas não dependas...
segunda-feira, 12 de março de 2012
Faz-me rir ver aquelas pessoas que não passam um dia sem gozar com alguém queixarem-se das críticas e da falsidade. Simplesmente porque não entendo para que serve tanta mentira. É algo que eu nunca vou entender. Quando falam de lutar, aquelas pessoas que nunca na vida o fizeram e quando dizem que choram rios de lágrimas aquelas que na verdade não sabem o que é ter um problema verdadeiro.
Não entendo o que uma pessoa ganha em tentar mostrar aos outros aquilo que não sente, o que não tem, o que não é. Antes, ofendia-me ao ver as pessoas reclamarem que são gordissímas, baixissímas, feissímas.Perguntas quanto é que ela pesa, e ela responde-te a chorar que pesa 30 quilos, perguntas quanto mede e ela faz uma cara de enjoada e diz-te que mede um metro e setenta. Perguntas porque acha que é feia e responde que ficou em segundo lugar num concurso de beleza.
E agora observo, todas estas atitudes que me vão revelando aos poucos a verdadeira maneira de ser de cada um, e entendo que ninguém é o que aparenta ser, e tenta exibir de tal modo aquilo que não tem, que todas as suas qualidades se apagam, e se tornam muito mais difíceis de ver.
E afinal, para que serve? Toda a gente que tentas impressionar conhece-te e percebe logo o que é verdadeiro e o que não é.
Não entendo o que uma pessoa ganha em tentar mostrar aos outros aquilo que não sente, o que não tem, o que não é. Antes, ofendia-me ao ver as pessoas reclamarem que são gordissímas, baixissímas, feissímas.Perguntas quanto é que ela pesa, e ela responde-te a chorar que pesa 30 quilos, perguntas quanto mede e ela faz uma cara de enjoada e diz-te que mede um metro e setenta. Perguntas porque acha que é feia e responde que ficou em segundo lugar num concurso de beleza.
E agora observo, todas estas atitudes que me vão revelando aos poucos a verdadeira maneira de ser de cada um, e entendo que ninguém é o que aparenta ser, e tenta exibir de tal modo aquilo que não tem, que todas as suas qualidades se apagam, e se tornam muito mais difíceis de ver.
E afinal, para que serve? Toda a gente que tentas impressionar conhece-te e percebe logo o que é verdadeiro e o que não é.
sexta-feira, 9 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
E mais uma noite, sentada no chão branco de pedra, eu pergunto-me como foi possível ter chegado a este ponto.O meu inconsciente controla-me de tal modo que já não consigo travá-lo. Pergunto-me se vale a pena. Depois olho ao espelho, e é a expressão desesperada que transparece na minha cara que me faz avançar sem pensar duas vezes.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Aula de ET:
-Sabes, estive a pensar muito sobre uma coisa.
-Sabes, tudo o que dissemos deixou-me receosa, mas ouve: eu vou estar sempre aqui, não interessa qual a tua decisão, escolha ou erro. Se um dia quiseres chorar, não o faças sozinha, liga-me , que eu vou ter contigo e choramos juntas. Mas mesmo que sejas feliz, nunca te esqueças de mim, porque feliz ou não, vou precisar sempre de te ter comigo...
-Sobre o quê?
-Desde que era pequena, os meus pais sempre me disseram: «um dia, vais encontrar alguém especial, que te vai amar para sempre. Depois, vais te casar e provavelmente terás filhos. E vais ser muito feliz. Vais ter um trabalho que gostas muito e muitos amigos.» Sempre acreditei nisto. Sempre pensei que toda a minha vida ia ter uma felicidade e segurança garantidas. Mas, na verdade, é muito pouco provável que isso aconteça dessa maneira.Eu não vou ter uma vida perfeita só porque eles acreditam que a vou ter. Eu nunca tive um namorado. E se eu não me quiser casar nunca? Ou se eu quiser casar-me, mas ninguém gostar de mim? E se eu não gostar de ninguém? E se eu estudar a minha vida inteira e nunca chegar a trabalhar? Não vou ter dinheiro, nem casa.
-O meu problema, é não saber o que quero ser. Eu gosto de muitas coisas, e tenho medo, muito medo, de desperdiçar a minha única oportunidade ao fazer a escolha errada? Só vivemos uma vez, e eu não quero ter de me "contentar" com algo. Depois, já não há volta a dar.
- Também já pensei nisso. E se um dia eu quiser muito ser bailarina profissional? É uma aposta arriscada. Mas também não quero passar uma vida arrependida das minhas escolhas.
-Sabes, tudo o que dissemos deixou-me receosa, mas ouve: eu vou estar sempre aqui, não interessa qual a tua decisão, escolha ou erro. Se um dia quiseres chorar, não o faças sozinha, liga-me , que eu vou ter contigo e choramos juntas. Mas mesmo que sejas feliz, nunca te esqueças de mim, porque feliz ou não, vou precisar sempre de te ter comigo...-Adoro-te.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Prometeste-me felicidade, mas deste-me lágrimas...
As mesmas lágrimas caem-me dos olhos e percorrem o meu rosto. E é sempre assim. Todos os dias, todas as manhãs, eu acordo e digo que vou mudar, que vou mudar tudo, que vou sorrir e esquecer, que vou seguir em frente.
Mas os meus olhos prendem-se naquilo que eu não quero ver, os meus ouvidos ouvem tudo aquilo que eu prometo não ouvir. E depois, depois é como sempre. No final do dia, quer eu queira quer não, sim estou sozinha. Sozinha com os pensamentos que me obscurecem a mente e as memórias que agridem o meu coração.
Todos os sonhos que eu quero alcançar, fogem de mim à medida que me tento aproximar deles.
Tento mentalizar-me que eu não sou nem nunca vou ser como aqueles que vejo à minha volta, mas é tão difícil.
Tão difícil aceitar as derrotas, mas mais difícil ainda é levantar-me e continuar. Porque há muita gente que não sabe o que é chorar uma lágrima amarga de desespero. E quando essa lágrima se multiplica, por duas, depois por quatro, depois por oito, depois já não se controla. E elas tomam conta de mim. Tomam uma forma abstracta, libertam-se da imagem da água salgada e mesmo quando não são visíveis por fora, elas estão sempre lá, nunca saem.
É algo que não se explica por palavras, são emoções demasiado complexas e desconhecidas.
Eu só queria um dia, um único dia, em que elas saíssem de mim, que dessem o seu lugar a confiança e felicidade. Eu só queria um dia, de gargalhadas sinceras, de liberdade total, de leveza.
Nesse dia, eu deixava tudo, voava, ia-me embora para nunca mais voltar.
Porquê, porque é que ninguém vê, ninguém sente, ninguém se apercebe? Estou tão cansada de fingir todos os dias que estou feliz, tão cansada que me obriguem a rir, quando eu não o quero fazer. Eu só queria perceber quem são as pessoas realmente, e o que posso esperar delas.
Eu gostava de acordar de manhã e não pensar que sou um fracasso. Gostava de ter esperanças para o dia que se aproxima, gostava de sentir-me bem.
Mas não sei como fazê-lo, e já tentei, a sério que sim,vezes e vezes sem conta, tantas que apesar de serem demasiadas, todas se revelaram inúteis.
Já não vejo esperanças, só penhascos, dos quais já não me aproximo, com medo de cair.
Mas os meus olhos prendem-se naquilo que eu não quero ver, os meus ouvidos ouvem tudo aquilo que eu prometo não ouvir. E depois, depois é como sempre. No final do dia, quer eu queira quer não, sim estou sozinha. Sozinha com os pensamentos que me obscurecem a mente e as memórias que agridem o meu coração.
Todos os sonhos que eu quero alcançar, fogem de mim à medida que me tento aproximar deles.
Tento mentalizar-me que eu não sou nem nunca vou ser como aqueles que vejo à minha volta, mas é tão difícil.
Tão difícil aceitar as derrotas, mas mais difícil ainda é levantar-me e continuar. Porque há muita gente que não sabe o que é chorar uma lágrima amarga de desespero. E quando essa lágrima se multiplica, por duas, depois por quatro, depois por oito, depois já não se controla. E elas tomam conta de mim. Tomam uma forma abstracta, libertam-se da imagem da água salgada e mesmo quando não são visíveis por fora, elas estão sempre lá, nunca saem.
É algo que não se explica por palavras, são emoções demasiado complexas e desconhecidas.
Eu só queria um dia, um único dia, em que elas saíssem de mim, que dessem o seu lugar a confiança e felicidade. Eu só queria um dia, de gargalhadas sinceras, de liberdade total, de leveza.
Nesse dia, eu deixava tudo, voava, ia-me embora para nunca mais voltar.
Porquê, porque é que ninguém vê, ninguém sente, ninguém se apercebe? Estou tão cansada de fingir todos os dias que estou feliz, tão cansada que me obriguem a rir, quando eu não o quero fazer. Eu só queria perceber quem são as pessoas realmente, e o que posso esperar delas.
Eu gostava de acordar de manhã e não pensar que sou um fracasso. Gostava de ter esperanças para o dia que se aproxima, gostava de sentir-me bem.
Mas não sei como fazê-lo, e já tentei, a sério que sim,vezes e vezes sem conta, tantas que apesar de serem demasiadas, todas se revelaram inúteis.
Já não vejo esperanças, só penhascos, dos quais já não me aproximo, com medo de cair.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Já não sei o que pensar da nossa amizade. A verdade é que, agora, já nada nos une. Tudo aquilo que estava na base de tudo isto caiu, e com ela, o resto das minhas esperanças. Sejamos sinceras. Não estava já tudo por um fio? Não terá sido sempre assim, frágil?
Passo por ti, olho-te e já não há um sorriso que apareça. Tento dizer-te o que sinto, mas parece que nenhuma das minhas palavras é suficientemente forte para te prender a atenção.
Quando foi a última vez que estivemos juntas, só nós, a falar e a rir, como costumávamos fazer?Quando foi a última vez que eu afirmei:Ela, sim é uma das minhas melhores amigas.?
Os teus olhos teimam em dizer-me, vezes e vezes sem conta, que não sou para ti aquilo que sempre disseste que era. Vejo todos os segredos que partilhei contigo, cada piada só nossa, cada gargalhada sincera, cada lágrima que me viste chorar, cada palavra verdadeira que dissemos uma à outra, e não consigo evitar pensar se terá valido a pena.
Tenho saudades de te olhar nos olhos e ver uma das pessoas mais importantes da minha vida.
Passo por ti, olho-te e já não há um sorriso que apareça. Tento dizer-te o que sinto, mas parece que nenhuma das minhas palavras é suficientemente forte para te prender a atenção.
Quando foi a última vez que estivemos juntas, só nós, a falar e a rir, como costumávamos fazer?Quando foi a última vez que eu afirmei:Ela, sim é uma das minhas melhores amigas.?
Os teus olhos teimam em dizer-me, vezes e vezes sem conta, que não sou para ti aquilo que sempre disseste que era. Vejo todos os segredos que partilhei contigo, cada piada só nossa, cada gargalhada sincera, cada lágrima que me viste chorar, cada palavra verdadeira que dissemos uma à outra, e não consigo evitar pensar se terá valido a pena.
Tenho saudades de te olhar nos olhos e ver uma das pessoas mais importantes da minha vida.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Lov£
Um dia, quero viver uma história de amor. Quero alguém que me olhe nos olhos e sorria. Alguém que, depois de me conhecer e saber todos os meus defeitos, inseguranças e receios me abrace e diga que gosta de mim mesmo assim.
Um dia, gostava de,pela primeira vez, não estar a olhar para duas pessoas a viverem a sua história juntas, mas sim ser eu a vivê-la.
Faz-me falta alguém que me aqueça nos dias de chuva, que me arranque sorrisos e gargalhadas. Eu quero viver um amor verdadeiro. Uma pessoa que não precise dizer uma única palavra para alegrar o meu dia.
Uma história de amor... como eu sonho todos os dias, mas que nunca vivi.
Um dia, gostava de,pela primeira vez, não estar a olhar para duas pessoas a viverem a sua história juntas, mas sim ser eu a vivê-la.
Faz-me falta alguém que me aqueça nos dias de chuva, que me arranque sorrisos e gargalhadas. Eu quero viver um amor verdadeiro. Uma pessoa que não precise dizer uma única palavra para alegrar o meu dia.
Uma história de amor... como eu sonho todos os dias, mas que nunca vivi.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
For you, with love.
É incrível como a tua falta muda o meu dia. Como inconscientemente te procuro, mesmo sabendo que não estás.
Quando dizem o teu nome, olho imediatamente para o teu lugar, onde os vestígios da tua presença me recordam de ti, e a noção da tua ausência me deixa com dificuldades em respirar durante o resto do dia.
Nesses momentos, lembro-me do teu sorriso verdadeiro que me aconchega todos os dias, da tua mão que apanha as lágrimas que teimam em cair dos meus olhos.
Simplesmente não consigo dizer tudo aquilo que significas na minha vida, porque nenhuma destas palavras é suficientemente grande para lá caber a emoção que sinto ao pensar na nossa amizade.
Uma palavra para a descrever? Verdadeira.
A ti, só te posso agradecer, por me teres mostrado que não estou sozinha, e que ainda há pessoas fantásticas neste mundo, como tu.
Quando dizem o teu nome, olho imediatamente para o teu lugar, onde os vestígios da tua presença me recordam de ti, e a noção da tua ausência me deixa com dificuldades em respirar durante o resto do dia.
Nesses momentos, lembro-me do teu sorriso verdadeiro que me aconchega todos os dias, da tua mão que apanha as lágrimas que teimam em cair dos meus olhos.
Simplesmente não consigo dizer tudo aquilo que significas na minha vida, porque nenhuma destas palavras é suficientemente grande para lá caber a emoção que sinto ao pensar na nossa amizade.
Uma palavra para a descrever? Verdadeira.
A ti, só te posso agradecer, por me teres mostrado que não estou sozinha, e que ainda há pessoas fantásticas neste mundo, como tu.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Ela dizia sempre que estava pronta para mudar de vida. Quando falava, fazia-o somente para tentar convencer-se a si própria.
Depois, ela percebeu pela primeira vez. De nada lhe serve dizer que vai começar uma vida nova, que vai acordar todos os dias com um sorriso, se na verdade, ela não se sente realmente preparada para o fazer.
A vida que ela tinha e que a fazia infeliz tinha-se misturado com ela de tal modo que já não se vislumbrava sequer a sua separação.
Agora, ela pergunta a si própria todos os dias, se alguma vez conseguirá verdadeiramente, o distanciamento que necessita.
Porque ela quer sorrir do presente e não do passado.
Depois, ela percebeu pela primeira vez. De nada lhe serve dizer que vai começar uma vida nova, que vai acordar todos os dias com um sorriso, se na verdade, ela não se sente realmente preparada para o fazer.
A vida que ela tinha e que a fazia infeliz tinha-se misturado com ela de tal modo que já não se vislumbrava sequer a sua separação.
Agora, ela pergunta a si própria todos os dias, se alguma vez conseguirá verdadeiramente, o distanciamento que necessita.
Porque ela quer sorrir do presente e não do passado.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Never ♥
Sim, por vezes ainda sinto a tua falta, a falta da nossa amizade, mas nunca, nunca, em circunstância alguma eu voltaria atrás para mudar o meu presente para que pudesse tudo ser como era, porque depois da tua ausência, eu fiz amigos, cumpri sonhos, recuperei felicidade e esperança, e isso é algo que eu nunca abdicaria. Nem mesmo para te ter de volta.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
P.S.:
Se pertences ao passado e vieste relembrar-me de memórias e momentos passados, independentemente de serem bons ou maus, dá meia volta e desaparece.
A pessoa que queres ver está demasiado ocupada a viver o presente e a construir um futuro.
Sorry... : /
A pessoa que queres ver está demasiado ocupada a viver o presente e a construir um futuro.
Sorry... : /
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
It's done. It's already chosen.
Todos os dias, eu tenho duas opções sobre como me vou ver ao espelho e como vou lidar com o meu reflexo.
-Posso olhar para mim e ver uma pessoa gorda, insegura e tímida. Decidir que não gosto dela e passar o dia a invejar a felicidade alheia. Posso fazer isto, que é o caminho mais fácil, mas que me faz chorar e sofrer;
-Ou posso ver no meu reflexo uma rapariga que têm amigos verdadeiros, que é autêntica e verdadeira. Posso olhar para ela com mais atenção e descobrir os pontos positivos que se encontram escondidos. Posso ver nela uma bailarina, que adora o que faz e luta todos os dias para melhorar. Posso vê-la como uma amiga de confiança. Devo também olhar para os seus defeitos, mas em vez de me prender neles, posso melhorá-los. Aos poucos, descobrirei a beleza que ela esconde por detrás das lágrimas e dos sorrisos.
Eu já escolhi o meu caminho. E estou feliz. Estou feliz porque sei com quem quero estar, quem quer estar comigo e quem merece o meu apoio incondicional. A esses(♥)prometo amizade verdadeira. Também sei quem não sou, quem não vou ser, por quem nunca mais vou chorar. Sei que sou esta pessoa, e que nenhum estereótipo a vai alterar. Sei o meu caminho, e vou percorrê-lo, por vezes sozinha, por vezes abatida, por vezes com um sorriso apagado, mas sei que nada nem ninguém me vai fazer desistir.
-Posso olhar para mim e ver uma pessoa gorda, insegura e tímida. Decidir que não gosto dela e passar o dia a invejar a felicidade alheia. Posso fazer isto, que é o caminho mais fácil, mas que me faz chorar e sofrer;
-Ou posso ver no meu reflexo uma rapariga que têm amigos verdadeiros, que é autêntica e verdadeira. Posso olhar para ela com mais atenção e descobrir os pontos positivos que se encontram escondidos. Posso ver nela uma bailarina, que adora o que faz e luta todos os dias para melhorar. Posso vê-la como uma amiga de confiança. Devo também olhar para os seus defeitos, mas em vez de me prender neles, posso melhorá-los. Aos poucos, descobrirei a beleza que ela esconde por detrás das lágrimas e dos sorrisos.
Eu já escolhi o meu caminho. E estou feliz. Estou feliz porque sei com quem quero estar, quem quer estar comigo e quem merece o meu apoio incondicional. A esses(♥)prometo amizade verdadeira. Também sei quem não sou, quem não vou ser, por quem nunca mais vou chorar. Sei que sou esta pessoa, e que nenhum estereótipo a vai alterar. Sei o meu caminho, e vou percorrê-lo, por vezes sozinha, por vezes abatida, por vezes com um sorriso apagado, mas sei que nada nem ninguém me vai fazer desistir.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Dia de S.Valentim
- O dia em que, todos os anos, eu me apercebo que a minha definição de amor não é a mesma que a do resto do mundo.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Broken destiny
Sentir vergonha. Ocultar tudo. Pensar que sou assim, gorda para o resto da vida. Não quero que me vejam sendo diferente. Imaginam quantas vezes eu já ouvi a palavra «fortezinha»? Quantas vezes já chorei por não poder vestir o que gosto? Por duvidarem das minhas capacidades em, praticamente tudo? Não quero que nada disto seja um obstáculo na minha vida. Estou farta que me digam que só interessa que eu me sinta bem.
E se eu não me sentir bem? Alguém já pensou nisso? Todos acham que eu não me importo de ser assim. Que já estou habituada, que nasci para ser assim e que não há nada a fazer.Acham?Acham mesmo que eu gosto do que vejo ao espelho?
Não,e eu não tenho que me sentir assim para sempre. Isto não é uma fatalidade.
E não é justo, não é justo que não me apoiem, que não me ajudem. Não é justo que finjam que não sabem para não terem de me apoiar.
Para quê dizerem-me que não? Para me contrariar, é isso? Porquê dizer-me para parar de tentar? Eu tenho direito de ser feliz, tal como tu sempre foste, tenho direito a sentir-me bem em relação a isto.
Talvez não se apercebam, mas toda a minha vida foi afectada por este problema. Mas o meu destino não é ser assim para sempre. Eu vou mudar isto, eu sei que vou.
Digam-me o que quiserem, nunca vai ser nada que eu não tenha ainda ouvido. Digam-me que estou bem, que estou a exagerar, que não é preciso. Digam-me que estou doente.
Alguma dessas palavras me vai fazer desistir? Não. Então, façam o que quiserem com elas.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Can't stand your eyes
Sai. Vai-te embora. Desaparece.
Não consigo mais olhar-te e fingir. Mentir todos os dias. Não posso.
Quero que pares e que me deixes seguir em frente.
Porque prendes o teu olhar no meu?
Apercebes-te que isso me magoa?
Então, pára. Pára com tudo isso. Deixa de aparecer na minha mente quando ninguém te chama, pára de me fazeres triste.
Eu confiei tanto em ti... E tu deixaste-me cair, desamparada.
Ao longo do tempo, fui percebendo que tudo, mesmo tudo, cada palavra dita por ti era mentira. Foi tudo mentira.
E ainda sinto raiva quando te vejo, ainda me dói quando digo o teu nome, ainda sinto o meu rosto molhado pelas lágrimas que deixo cair quando penso em ti.
Vou ficar mais forte. Um dia, vou-te encarar com um sorriso, dizer-te um olá passageiro. Aí, vou ficar feliz, por ter conseguido virar a página. Vou-me sentir forte e feliz.
Esse dia, é já amanhã. Porque, como não posso afastar-me fisicamente, vou afastar-me emocionalmente.
Não consigo mais olhar-te e fingir. Mentir todos os dias. Não posso.
Quero que pares e que me deixes seguir em frente.
Porque prendes o teu olhar no meu?
Apercebes-te que isso me magoa?
Então, pára. Pára com tudo isso. Deixa de aparecer na minha mente quando ninguém te chama, pára de me fazeres triste.
Eu confiei tanto em ti... E tu deixaste-me cair, desamparada.
Ao longo do tempo, fui percebendo que tudo, mesmo tudo, cada palavra dita por ti era mentira. Foi tudo mentira.
E ainda sinto raiva quando te vejo, ainda me dói quando digo o teu nome, ainda sinto o meu rosto molhado pelas lágrimas que deixo cair quando penso em ti.
Vou ficar mais forte. Um dia, vou-te encarar com um sorriso, dizer-te um olá passageiro. Aí, vou ficar feliz, por ter conseguido virar a página. Vou-me sentir forte e feliz.
Esse dia, é já amanhã. Porque, como não posso afastar-me fisicamente, vou afastar-me emocionalmente.
Cada vez mais, sinto a mudança na nossa amizade. Eu disse sempre que nunca duvidava dela. Mas agora duvido. Eu vou ter contigo todos os dias. Estou contigo quando precisas de mim e peço-te apoio quando preciso de alguém.
E a resposta que me dás é sempre a mesma. Nunca é um sorriso, uma palavra amiga, um abraço. Na verdade, nem viras a cara para me ver.
Quanto tempo mais isto vai durar?Não estou preparada para te perder.
E a resposta que me dás é sempre a mesma. Nunca é um sorriso, uma palavra amiga, um abraço. Na verdade, nem viras a cara para me ver.
Quanto tempo mais isto vai durar?Não estou preparada para te perder.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Wrong
Chego a este ponto e tenho que admitir. Fui avisada. Falaram-me sobre ti.
Disseram-me que és injusto e implacável. Que dói.
E eu? Simplesmente ignorei, não acreditei, pensei que a minha grande paixão por ti era suficiente para que me aceitasses.
Agora, agora percebo que era tudo verdade. Sonhar não chega, acreditar não vai ajudar tanto como eu julgava.
Eu treino todos os dias. Vou muito além dos meus limites iniciais. Alargo todos os dias as minhas fronteiras. Testo as minhas capacidades, e nunca estou satisfeita.
Eu amo-te, mas repetes-me todos os dias que isso nunca será o suficiente. Todas as noites, sussurras-me ao ouvido que nunca alcançarei o meu objectivo. Aí, lágrimas salgadas, saturadas de frustração e que espelham a injustiça que sinto, caiem-me pela cara, aquecendo-me o rosto e os sentidos.
Depois, deparo-me com um dilema. Há duas escolhas, são sempre as mesmas. Desistir ou lutar.
E todas as noites, mesmo após se me esgotarem as lágrimas, eu escolho lutar. Mesmo quando me fazes acreditar que nunca lá chegarei, eu não desisto.
Por isso, eu só queria um sinal. Uma pequena vitória, uma pequena conquista, algo que me fizesse sorrir e perceber que estou no caminho certo.
Mas pronto, sei que tu não vais fazer isso, já te conheço, não facilitas a vida a ninguém. Mas, quanto a mim, podes ter a certeza que, talvez por me fascinares e eu te amar demasiado, eu posso estar no chão, sem fôlego, debatendo-me com o meu reflexo desgastado do espelho, chorando, sozinha e desesperada, mas eu nunca, nunca vou parar, vou vencer, vou saltar por cima de cada barreira que tu me vais pondo à frente.
Eu não desisti, porque és o mais importante para mim.
Disseram-me que és injusto e implacável. Que dói.
E eu? Simplesmente ignorei, não acreditei, pensei que a minha grande paixão por ti era suficiente para que me aceitasses.
Agora, agora percebo que era tudo verdade. Sonhar não chega, acreditar não vai ajudar tanto como eu julgava.
Eu treino todos os dias. Vou muito além dos meus limites iniciais. Alargo todos os dias as minhas fronteiras. Testo as minhas capacidades, e nunca estou satisfeita.
Eu amo-te, mas repetes-me todos os dias que isso nunca será o suficiente. Todas as noites, sussurras-me ao ouvido que nunca alcançarei o meu objectivo. Aí, lágrimas salgadas, saturadas de frustração e que espelham a injustiça que sinto, caiem-me pela cara, aquecendo-me o rosto e os sentidos.
Depois, deparo-me com um dilema. Há duas escolhas, são sempre as mesmas. Desistir ou lutar.
E todas as noites, mesmo após se me esgotarem as lágrimas, eu escolho lutar. Mesmo quando me fazes acreditar que nunca lá chegarei, eu não desisto.
Por isso, eu só queria um sinal. Uma pequena vitória, uma pequena conquista, algo que me fizesse sorrir e perceber que estou no caminho certo.
Mas pronto, sei que tu não vais fazer isso, já te conheço, não facilitas a vida a ninguém. Mas, quanto a mim, podes ter a certeza que, talvez por me fascinares e eu te amar demasiado, eu posso estar no chão, sem fôlego, debatendo-me com o meu reflexo desgastado do espelho, chorando, sozinha e desesperada, mas eu nunca, nunca vou parar, vou vencer, vou saltar por cima de cada barreira que tu me vais pondo à frente.Eu não desisti, porque és o mais importante para mim.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Dói, saber que ninguém estará comigo para sempre. Lágrimas que me caem do olhos quando observo e percebo que estou sozinha. Ninguém espera por mim, nem nunca o farão.
Todos os dias, levanto-me preparada para lutar, mesmo sem ter forças, nunca desisti.
E porquê? Tenho muitos motivos para o fazer. Olho em volta e vejo memórias, pessoas que me foram deixando, derrotas. Vejo em cada gota de chuva, uma lágrima que já chorei. Sinto uma tristeza muito grande, um vazio, uma certeza. Eu não sou igual. Eu vivo tudo com uma grande intensidade. As minhas emoções marcam-me de tal maneira que nada é esquecido.
Já se me esgotaram as palavras. Agora, só desejava que chovesse tudo de uma vez, e que depois parasse, apenas o tempo suficiente para recuperar forças.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Sim, eu canto quando estou sozinha, rio muito alto quando estou contente.
Tenho sonhos que estão muito altos e parecem impossíveis de se realizarem, mas eu nunca paro de tentar.
Eu faço dieta porque me sinto bem a fazê-lo.
Ignoro quem se opõe às minhas vontades e objectivos.
Amo profundamente todos os meus amigos.
Cada conquista que obtenho, dá origem a um sorriso na minha cara.
Danço e escrevo para me exprimir.
Por vezes, choro sem algo específico ter acontecido.
Sou intuitiva, impulsiva, determinada e sonhadora.
Não sei viver de outro modo.
E sou feliz.
Tenho sonhos que estão muito altos e parecem impossíveis de se realizarem, mas eu nunca paro de tentar.
Eu faço dieta porque me sinto bem a fazê-lo.
Ignoro quem se opõe às minhas vontades e objectivos.
Amo profundamente todos os meus amigos.
Cada conquista que obtenho, dá origem a um sorriso na minha cara.
Danço e escrevo para me exprimir.
Por vezes, choro sem algo específico ter acontecido.
Sou intuitiva, impulsiva, determinada e sonhadora.
Não sei viver de outro modo.
E sou feliz.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Com o passar do tempo percebi que nada é para sempre, que é impossível agradar a todos e que o melhor é sentir-me bem e ter um sorriso na cara. Sempre, todos os dias. Saber olhar para trás através do vidro de uma porta trancada que impede o passado de voltar, e que jamais voltará a abrir. E aceitar isso, sempre de cabeça erguida, lutando pelo que amo e esquecendo o que já passou e que vai distante.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Ainda estremeço quando oiço a tua voz. Ainda me dói quando alguém diz o teu nome. Continua a ser difícil para mim ver-te passar todos os dias.
Toda a minha vida tem sido assim. Deixo-me ficar presa a quem sai da minha vida, e choro por ver que todos ultrapassam o passado facilmente.
Sim, ainda sonho acordada com o dia, aquele dia em que tudo vai melhorar, aquele dia que nunca existirá. Passo a minha vida a mentir. Digo que me és indiferente, que já não me faz diferença, mas é tudo mentira. É tudo para me tentar convencer a mim própria.
Mas não, sabes, já chega. Eu agora tenho tudo o que sempre quis. Tenho uma paixão, uma maneira de me exprimir, amigos que adoro e em quem confio, e acima de tudo, é a primeira vez que eu me sinto realmente bem com quem sou. Não vou permitir, simplesmente não te vou dar esse poder, que tu me faças desistir de tudo aquilo que conquistei. Vou pôr um sorriso todos os dias, vai começar por ser forçado, mas sei que com o tempo se vai tornar verdadeiro.Chega de dizer que vou estar aqui para ti, não vou, não vou esperar parada por ti, tenho pessoas que amo e que precisam dessa atenção, não a vou gastar contigo.
Nunca te vou agradecer por me teres dado uma lição de vida, desilusão não é a maneira como eu vou viver a minha vida, essa lição não eras tu que me tinhas de dar, só tinhas de retribuir a amizade que eu te demonstrei cada dia que tudo durou. Ainda é cedo para dizer que não te odeio, odiar não é a expressão certa, o que eu sinto é, uma vontade muito grande de te esquecer e seguir em frente.
E agora vou dormir, e tu não vais invadir os meus sonhos, pela primeira vez há muito tempo, vou dormir sem lágrimas amargas a caírem-me dos olhos, com o teu nome lá gravado.
Toda a minha vida tem sido assim. Deixo-me ficar presa a quem sai da minha vida, e choro por ver que todos ultrapassam o passado facilmente.
Sim, ainda sonho acordada com o dia, aquele dia em que tudo vai melhorar, aquele dia que nunca existirá. Passo a minha vida a mentir. Digo que me és indiferente, que já não me faz diferença, mas é tudo mentira. É tudo para me tentar convencer a mim própria.
Mas não, sabes, já chega. Eu agora tenho tudo o que sempre quis. Tenho uma paixão, uma maneira de me exprimir, amigos que adoro e em quem confio, e acima de tudo, é a primeira vez que eu me sinto realmente bem com quem sou. Não vou permitir, simplesmente não te vou dar esse poder, que tu me faças desistir de tudo aquilo que conquistei. Vou pôr um sorriso todos os dias, vai começar por ser forçado, mas sei que com o tempo se vai tornar verdadeiro.Chega de dizer que vou estar aqui para ti, não vou, não vou esperar parada por ti, tenho pessoas que amo e que precisam dessa atenção, não a vou gastar contigo.
Nunca te vou agradecer por me teres dado uma lição de vida, desilusão não é a maneira como eu vou viver a minha vida, essa lição não eras tu que me tinhas de dar, só tinhas de retribuir a amizade que eu te demonstrei cada dia que tudo durou. Ainda é cedo para dizer que não te odeio, odiar não é a expressão certa, o que eu sinto é, uma vontade muito grande de te esquecer e seguir em frente.
E agora vou dormir, e tu não vais invadir os meus sonhos, pela primeira vez há muito tempo, vou dormir sem lágrimas amargas a caírem-me dos olhos, com o teu nome lá gravado.
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