sexta-feira, 25 de maio de 2012

Davam-lhe uma cidade, mas ela queria o mundo. Davam-lhe um sonho, mas ela transformava-o num objectivo. E cumpria-os, sempre. Por vezes, lutava muito, batalhava. Caminhava frequentemente contra tempestades, combatia o vento e a chuva. Os trovões caiam, mas nunca lhe acertavam. Nunca a faziam parar. Sim, ela era mais forte. Mais resistente do que qualquer obstáculo. O caminho era para a frente, e ela sabia-o. O mundo nunca pára de girar, e ela tinha consciência disso. Ela não se levantava depois duma queda. Ela simplesmente nunca caía. Não deixava. Nunca.
Ela sabia também, que quando se vive assim, não há ninguém. As palavras são falsas e os gestos não têm significado. Não queriam saber. Achavam-na doida, estúpida e ingénua. Mas não. Ela era corajosa. Enfrentava o mundo e contrariava as probabilidades vezes e vezes sem conta. Via para além do horizonte, e os seus olhos mostravam tudo aquilo que as suas palavras não diziam. Ela era uma sonhadora. Alguém que amava os seus sonhos mais do que qualquer coisa. E enquanto o mundo, a fitava, trocista e  criticava, ela ia alcançando vitórias, ia concretizando cada vez mais objectivos. Ela nunca, nunca se contentava. Não aceitava o que lhe davam e agradecia. Era ela, sozinha a lutar, e isso chegava-lhe.

Sem comentários:

Enviar um comentário