quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Não sei o que senti quando ouvi pela primeira vez desde há muito um "olá" da tua boca.
O que eu queria ter feito, eu sei o que era. Eu queria ter gritado contigo, ter-te dito tudo o que sinto.
Dizia-te o quanto chorei durante as férias por tua causa, o que me custa ver-te agora, sem sequer te dirigires a mim, o que é para mim ver-te mudado.
Perguntava-te porquê. Porquê é que foi tudo embora de repente, porque é que me deixaste sozinha a pensar em ti, porque é que...
Podia te ter dito que apesar de tudo isto, podes sempre vir ter comigo para o que precisares, que eu estarei aqui sempre, mesmo que tu possas não o saber.
Podia ter-te dito qualquer uma destas coisas, nenhuma delas é mentira.
Mas não disse nada. Em vez disso, olhei-te, sorri-te e continuei.

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