A questão, e é isso que eu respondo, é que essa rapariga não era eu. Aquela rapariga que não discordava de ninguém, que fazia tudo para agradar aos outros, que se ria de tudo o que diziam. Ela, que era tão insegura. E que não era feliz.
Hoje, já não vão encontrar essa pessoa. Porque ela desapareceu.
Esta sou eu, assim como sou. Podem achar que não me rio como dantes, mas estou mil vezes mais feliz assim. Aprendi a aceitar-me como sou e quem não gostar de mim agora, eu não preciso dessas pessoas. Quem me conhece verdadeiramente, aceita-me, porque sabe que estou bem agora. E isso basta-lhes porque só querem o melhor para mim. E isto é o melhor para mim. Não sei se é o melhor para ti ou não, mas sinceramente não quero saber.
Nunca mais vão voltar a ver aquela pessoa que seguia as outras mesmo sabendo que estas a desprezavam. Nunca mais vão ver aquela pessoa que aceitava que gozassem com ela, sem responder.
Nunca mais vão ver a rapariga que fui
Ou a que fingi ser.
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Ou a que fingi ser.
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