Caminhou lentamente, porque não sabia para onde ia. Estava sozinha. Tinha o coração cheio de ódio, que lhe transbordava pelos olhos. Queria gritar, mas sentia a garganta presa. Olhou em volta, mas ninguém a via. Nunca ninguém via.E há medida que a noite ia caindo, ia pintando um lençol de sombras sobre a sua alma. Quando se lhes esgotaram as lágrimas, afastou os cabelos da cara, olhou para a lua, e prometeu-lhe. Prometeu que nunca mais, nunca mais iria confiar no destino, nunca mais estenderia a mão na expectativa de que alguém a ajudasse a levantar, nunca mais iria sorrir ao sol, porque agora, agora sabia, que nem sempre o que brilha é verdadeiro.
E naquela noite, deixou o seu coração voar, perdeu-se nos confins da floresta em que a sua alma se tornara e rezou para nunca mais encontrar o caminho para casa.
que lindo, ines
ResponderEliminarum texto tão melancólico e bonito ao mesmo tempo
beijinhos
Que belo ..
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